Embu Geomembrana

Procedimento de Controle e Instalação de Geossintéticos

Este procedimento destina-se aos gestores de qualidade e técnicos de instalação, com o objetivo de fornecer todas as informações essenciais para a utilização adequada dos Geossintéticos. A impermeabilização eficaz é garantida através do procedimento correto de instalação.

 As recomendações são descritas na ordem de execução de um projeto de impermeabilização.

Como a instalação de Geossintéticos em uma unidade deve incluir:

  • A definição de “um acesso na obra”,
  • A criação de pistas que permitem o acesso na(s) área(s) de armazenamento e instalação dos materiais,
  • O estabelecimento de um plano de circulação adaptado especificando:
  • Pistas para usos,
  • Direção de viagem,
  • Áreas fechadas ao trânsito que podem afetar a manutenção das regras de segurança (áreas de produção de biogás, áreas de operação etc.)
  • É fundamental que o instalador verifica que os acessos nas obras são seguros antes de iniciar o serviço.
  • Todas as etapas da obra devem ser planejadas conjuntamente com a operação da unidade.

2.1.  TRANSPORTE DOS MATERIAIS

As condições de transporte dos Geossintéticos não deveram alterar a qualidade dos produtos. A embalagem dos produtos deve respeitar a determinação das normas existentes.

2.2. PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE DE APOIO

Antes da instalação de qualquer Geossintéticos, o instalador deve verificar se a superfície de apoio é adequada à instalação dos produtos. A preparação da superfície de apoio é realizada na presença do instalador e do responsável de qualidade da obra.

A preparação deve ser formalizada através de um relatório de aceitação da superfície de apoio que comporá o relatório de controle interno de impermeabilização.

A superfície de apoio deve possuir as seguintes características:

  • Superfície plana, nivelada e compactada;
  • Ausência de elemento perfurante, contundente, depressões e mudanças abruptas de inclinação do terreno;
  • Características hídricas do solo e a capacidade de sustentação compatível com as exigências de instalação dos dispositivos de drenagem e de Geossintéticos.

Recomenda-se que a colocação dos Geossintéticos seja realizada imediatamente após os serviços de preparação da superfície de apoio para evitar a deterioração do terreno produzida por chuva, vento, perda de umidade do solo e trânsito local.

Exemplo de superfície degradada, que precisa ser refeita.

Exemplo de superfície de apoio adequada.

2.3 MANUSEIOS DOS ROLOS

O manuseio dos rolos deve ser planejado de forma a otimizar o posicionamento dos rolos para a operação do desenrolamento e deve ser realizada com equipamento dotado de eixo ou cabo que permita o levantamento, transporte e desenrolar das bobinas.

Não é permitido o manuseio dos rolos diretamente no chão ou em contato direto com equipamentos (pá de escavadeira ou trator etc.).

O instalador deve respeitar as regras de segurança durante o manuseio dos rolos, respeitas as orientações de manuseio do fornecedor, especialmente com relação à flexão e a torção, verificar também as condições climáticas, como temperatura e incidência de UV, de modo a evitar que as características do produto sejam alteradas por esses fatores.

De uma maneira geral, todas as precauções devem ser tomadas de modo a não danificar tanto os Geossintéticos como a superfície de apoio.

Forma correta de manipular os rolos.

2.4 PLANOS DE INSTALAÇÃO OU MODULAÇÃO

Antes da instalação dos Geossintéticos, o instalador deve fornecer um plano de instalação (modulação) dos Geossintéticos, contendo as seguintes informações:

  • A direção de implantação dos Geossintéticos
  • O sentido da união dos rolos tendo em conta a geometria da obra,
  • A identificação dos pontos particulares e dos cortes especiais,
  • As tubulações,
  • A abertura dos rolos,

O modo de união dos pontos particulares. (conexão com estruturas)

3.1 TRINCHEIRAS DE ANCORAGEM

As trincheiras de ancoragem devem ser executadas previamente, porém com um mínimo de defasagem da colocação dos Geossintéticos, para evitar a diminuição da sua seção por desbarrancamento dos lados, pelo efeito da chuva ou do trânsito local.

A ancoragem deve ser realizada na trincheira de ancoragem situada ao mínimo 0.90 m da crista do talude (é recomendável de considerar 1m). As dimensões da trincheira de ancoragem devem ser calculadas em função da geometria dos taludes.

As embalagens e as tubulações (presentes nos rolos) não devem ser enterradas nas trincheiras de ancoragem.

A trincheira de ancoragem deve ser limpa, sem raízes, pedras ou outras estruturas que possam danificar os Geossintéticos.

Uma inspeção visual desta trincheira deve ser efetuada por o responsável da qualidade da obra.

Os Geossintéticos devem ser instalados em toda largura do fundo desta trincheira.

3.2 ANCORAGENS POR GRAMPOS

Este tipo de ancoragem deve ser utilizado para as fixações dos Geossintéticos em espera para uma continuação e ampliação posterior.

A parte da Geomembrana que será ancorada será fixada por meio de grampos de aço em forma de U.

O instalador deve adaptar os grampos de aço (comprimento e largura) em função da superfície de apoio a fim de assegurar uma perfeita fixação.  

Durante a fixação, o instalador deve fazer com que a Geomembrana seja fixada com o Geotextil de proteção.

A fixação deve ser realizada com um espaço mínimo de 1m em relação a crista do talude para facilitar a implantação da continuação e ampliação subseqüente.

3.3 ANCORAGENS POR LASTRO

Em alguns casos a ancoragem dos Geossintéticos deve ser realizada unicamente ou em parte por lastro, ou também conhecida como ancoragem passiva. Significa que é o lastro que mantêm os Geossintéticos no talude. Por isso o lastro deve ser adequadamente dimensionado e validado por um responsável.

Para os taludes com inclinações significativas, é necessária uma ancoragem intermediária por lastro por crista. Este lastro tem como objetivo limitar o levantamento e deslocamentos devido ao vento, as tensões e o efeito “trampolim”. Neste caso o lastro deve ser suficiente para manter a tensão da manta mesmo com a variação do peso e variações de temperatura.

Para o lastro devem ser utilizados sacos de areias ou sacos de solo da obra, espaçados uniformemente. O espaçamento entre os sacos deve ser feito de forma a maximizar a resistência ao vento. Quando houver dúvida sobre a eficiência do lastro o instalador deve providenciar uma ancoragem intermediária nas cristas.

O instalador deve verificar se o material de lastro não oferece risco ao sistema de impermeabilização.

É necessária que seja realizada uma inspeção visual para verificar a instalação e a boa impermeabilização do Geossintético nas cristas.

As recomendações de instalação dos lastros e a circulação sobre os Geossintéticos, quando inevitável, devem ser explicadas em uma nota específica e serão sujeitas aprovação do gestor da obra.

4.1 INSTALAÇÕES DA GEOMEMBRANA

  • Condições de instalação

A instalação não deve ocorrer em condições climáticas desfavoráveis, como: chuva forte, lama, ventos fortes, temperaturas extremas.

A norma brasileira ABNT NBR 16.199 determina como temperatura máxima 32 °C .

Porém seguindo as recomendações do IGS internacional, a temperatura ambiente mínima para a instalação e soldagem deve ser 5°C e a máxima é de 35°C.

Quando a temperatura for alta (>35º), as soldagens podem ser feitas pela manhã ou tarde da noite de modo a atender uma faixa de temperatura aceitável.

  • Posicionamento dos rolos

A instalação dos rolos de Geomembrana deve acontecer logo após a preparação da superfície de apoio, para prevenir a ação de intempéries, porém somente depois da aceitação da superfície de apoio pelo gestor da obra.

O posicionamento e o desenrolamento do rolo devem permitir a boa execução das operações subsequentes de ancoragem e soldagem, de forma a ter o mínimo possível de rugas ou ondas. A liberação da superfície de apoio deve ser feita o mais rapidamente possível.

Conforme o plano de modulação será atribuído um número a cada rolo posicionado na obra. Esse número será registrado no plano “as built”.

O instalador deve:

  • Respeitar as larguras de sobreposição entre os rolos para que eles possam ser soldados sem reposicionamento posterior,
  • Posicionar a linha da união dos rolos no talude seguindo a linha de maior inclinação,
  • Respeitar o posicionamento de ancoragem temporária (lastro) nos pés dos taludes,
  • Evitar soldas horizontais nos taludes e cristas,
  • Evitar “efeito trampolim”, no pé do talude,

Evitar, na medida do possível, pontos triplos de solda no pé do talude.

Figura 2 - Exemplo de desenrolamento no talude do topo a base.

Figura 3 – Exemplo de manuseio correto do rolo de Geossintético

  • Lastro

O instalador deve escolher, dependendo das especificidades do trabalho, o lastro que parece mais adequado em função da previsão de ventos.

  • Montagem

A solda dos rolos de Geomembrana deve ser realizada usando o método de solda dupla por fusão das duas Geomembranas (superior e inferior), salvo exceções. Os critérios de aceitação são descritos depois.

  • Ajuste do equipamento de soldagem

                  Ensaios de avaliação das soldas

As máquinas de solda por termofusão e o procedimento de soldagem,  deverão ser testados imediatamente antes do início de cada jornada de trabalho (pela manhã e à tarde) e sempre que houver quaisquer mudanças nas condições do serviço (por exemplo, quando a máquina é desligada e esfria completamente) ou mudanças repentinas de temperatura ambiente, através de ensaios que avaliem as soldas executadas em tiras da Geomembrana nas mesmas condições das soldas dos painéis.

Os testes das soldas deverão ser feitos em tiras de aproximadamente 1,0 m de comprimento por 0,30 m de largura, com a solda centrada ao longo do comprimento.

Da tira soldada deverão ser retirados dez corpos de prova, cinco para o ensaio de cisalhamento e cinco para o ensaio de descolamento. O ensaio deve ser realizado no tensiômetro de obra, devendo-se registrar a carga e a velocidade de ensaio (ver item – Ensaios Destrutivos). Esses corpos de prova não deverão romper conforme os tipos / locais de ruptura da solda descritos no item 6.1 da GRI GM 19.

Caso um destes tipos de ruptura ocorra, todo o teste deverá ser refeito

Os ensaios destrutivos deverão seguir as recomendações das normas ASTM D 6392, ASTM D 6693, e GRI GM 19.

  • Soldagem

                 Solda dupla por termofusao

As Geomembranas devem ser soldadas por soldagem dupla com canal central para o controle (soldagem com máquina automática).

Nestas maquinas de solda, os parâmetros podem ser regulados (temperatura, velocidade, pressão).

A variação de temperatura: 280°C até 430 °C

Velocidade: 0.5 até 2.5 m/m

A largura de cada solda neste caso deve ser de mínimo 10 mm que permite ter soldas confiáveis e fáceis de controlar a 100% no caso de grande comprimento.

A largura de sobreposição dos painéis tem uma variação de 8 até 15 cm dependendo do tipo de maquina usada

               Solda por extrusão

Soldas de extrusão manual devem ser reservadas para pontos especiais (reparação, ponto triplo, áreas inacessíveis etc.), e estarão sujeitas a um maior controle por caixa de vácuo ou spark test.

Este tipo de solda por extrusão se faz em três etapas:

  • Limpeza da área a soldar e pré-montagem dos dois rolos com equipamento de ar quente
  • Lixar a área a soldar
  • Soldar com a extrusora. A solda com extrusora deve esquentar com ar quente as duas superficiais dos rolos a soldar no entorno de 20 mm cada um.

A solda deve ter uma largura de no mínimo 25 mm.

  • Generalidades sobre as soldas:

Soldas da Geomembrana devem ser estendidas na trincheira de ancoragem.

100% das soldas devem ser controladas.

Se, durante a execução da obra ocorrer a degradação do solo de apoio (condições climáticas desfavoráveis) que impeça a correta execução das soldas, é recomendado, excepcionalmente, o uso de Geotextil com uma largura de 1 m, apenas na soldas.

A colocação da Geomembrana será realizada de acordo com o plano de instalação ou modulação e durante a colocação deverão ser registrados os testes, a data, a hora, a temperatura, o soldador, a máquina, as condições de regulagem (relatório de soldas), que constarão no “as built” elaborado diariamente pelo instalador.

  • Reparos

Reparos devem ser feitos utilizando manchões (emendas) soldados nos locais danificados ou defeituosos.

Os manchões serão executados de forma arredondada e dimensões tais que sobreponham à área danificada em pelo menos 10 cm.

Perfurações localizadas (dependo do tamanho) podem ser reparadas por extrusão simples. Os reparos podem ser usados nos seguintes casos:

  • Buraco
  • Linha de solda por extrusão em área não perfurada, mas danificada (dobra);
  • Um defeito curto de soldagem (<2m);
  • Cobrir uma área pequena (ponto triplo);
  • Recuperação com solda por fusão ou extrusão em defeito de solda de comprimento longo (>2m) ou de uma área danificada de grande dimensão.

Reparos devem ser controlados da mesma forma como a colocação e soldagem da Geomembrana, com a elaboração de um relatório de reparação

4.2 CONEXÕES A ESTRUTURAS E INTERFERÊNCIAS

  • Conexão com uma estrutura fixa

Fixação em plataforma de concreto.

  • Conexão em um tubo: caso 1

Conexão com a tubulação existente com manchão de Geomembrana

  • Conexão em canalização: caso 2

Conexão em canalização existente por peça pré-fabricada

Conexão em canalização PE por peça pré-fabricada

  • Conexão em tubo no fundo da célula

O Geotêxtil deve ser instalado sobre a Geomembrana para protegê-lo dos puncionamentos dos materiais drenantes. A instalação da Geomembrana será obrigatoriamente efetuada antes da instalação do Geotêxtil de proteção.

Exceto casos particulares, não é recomendado instalar um Geotêxtil entre a Geomembrana e a argila, visto que há o aumento no risco de vazamento em caso de dano da Geomembrana.

 5.1 CONDIÇÕES DE INSTALAÇÃO

Idem Geomembrana.

 5.2 POSICIONAMENTOS DO ROLO

Os rolos devem ser desenrolados com cautela nos taludes, de modo a agilizar a instalação e minimizar a degradação do substrato (Geomembrana ou outra). Será necessário posicionar a linha de união seguindo a linha de maior inclinação. Juntas horizontais são proibidas, a menos em situações especiais para garantir a continuidade das características mecânicas.

 5.3 LASTRO

Após a colocação, o Geotêxtil será lastrado para resistir ao vento.

5.4 EMENDAS DOS ROLOS

Geotêxteis são unidos ou emendados por sobreposição, podendo-se realizar a costura ou termofusão. Nos taludes é obrigatório fazer a emenda dos Geotêxteis de maneira térmica ou mecânica continuamente.

Os Geocompostos de drenagem podem ser feito com produtos distintos (geoespaçador e geotêxtil ou georede e geotêxtil) ou produtos pré-montados de fábrica. 

6.1 CONDIÇÕES DE INSTALAÇÃO

Idem Geomembrana

6.2 INSTALAÇÕES DO GEOCOMPOSTO DE DRENAGEM

No caso de produtos distintos:

  • Geoespaçador

O instalador deve:

  • Escolher a direção para colocação na linha de maior inclinação;
  • Ancorar o geoespaçador nas trincheiras de ancoragem;
  • Enrolar o geoespaçador ao redor dos drenos se houver.
  • Geotêxtil

Seguir as recomendações de instalação especificadas no parágrafo anterior. O geotêxtil deve ser esticado o suficiente para garantir um bom contato com o geoespaçados durante a implantação da sobrecarga.

  • Sobreposição dos rolos:

A sobreposição do geoespaçados e/ou do geocomposto de drenagem são geralmente de 5 até 10 cm.

  • Emenda

No caso de um geocomposto pré-montado na fábrica, a emenda entre os 2 rolos será realizada por termofusão do geotêxtil.

Quando os 2 produtos são distintos e colocados separadamente, a emenda do geoespaçador é feita através de grampeamento e a emenda do geotêxtil por termofusão.

7.1 CONDIÇÕES DE INSTALAÇÃO

Para a instalação do GCL a condição climática deve ser favorável. Considerar a mesma da Geomembrana.

7.2 POSICIONAMENTOS DO GCL

O instalador deve:

  • Desenrolar o GCL de cima para baixo para facilitar a instalação e minimizar a degradação da superfície de apoio;
  • Escolher a direção da instalação seguindo a linha da maior inclinação;
  • Evitar sobreposições horizontais nos taludes ou fazer um estudo de viabilidade em caso contrário;
  • Respeitar as larguras mínimas de sobreposição.

7.3 EMENDAS DOS ROLOS

A sobreposição dos rolos ajuda a garantir a continuidade da impermeabilização e a adaptação do GCL na superfície de apoio durante a instalação da camada de confinamento e de proteção.

Os valores de sobreposição são geralmente:

  • 0,30 cm mínimo no fundo de uma célula
  • 0,30 cm nos taludes de comprimento < 5m,
  • 0,40 cm nos taludes de comprimento entre 5m e 20 m,
  • 0,60 cm nos taludes de comprimento >20 m
  • Mínimo 0,50 cm em coberturas definitivas (devido aos recalques eventuais)

É aceitável a sobreposição de vários painéis em um determinado ponto, no entanto devem-se evitar ao máximo as sobreposições de 4 painéis. Quando estas são inevitáveis, serão sujeitos a tratamento especial.

A continuidade da impermeabilização será assegurada pela verificação de que:

Todos os rolos estão perfeitamente esticados para evitar rugas e irregularidades;

Os rolos são perfeitamente unidos uns aos outros, inclusive em mudanças na inclinação;

A área de sobreposição deve estar livre de corpo estranho.

A impermeabilização da área de sobreposição limpa e plana é assegurada para a aplicação de bentonita de 500g por metro linear para obter um valor de fluxo < 3.10-10 m3/s/ml. Pode ser necessário em alguns casos, proteger esta emenda pela adição de material para evitar a dispersão da bentonita por vento, chuva ou estresse mecânico.

De maneira geral, a superfície do Geocomposto bentonítico instalado em um dia será coberta pela a Geomembrana ou material subjacente, para evitar uma super hidratação da bentonita na ausência de confinamento.

7.4 LASTRO

Quando a colocação da camada de confinamento e de proteção não for simultânea a colocação do GCL, o GCL deve ser lastrado para resistir ao vento. O sistema de lastro não deve comprometer a integridade do dispositivo de impermeabilização.

7.5 INTERFERÊNCIAS E PONTOS PARTICULARES

As áreas de sobreposição estão sujeitas a instalação especial.

A impermeabilização do GCL nas interferências e pontos particuladas é assegurada fixando-se, por exemplo, com uma braçadeira de aço inoxidável.

Tudo deve ser feito para garantir a perfeita impermeabilização dos recortes, para a inserção da interferência.

É proibida a circulação de veículos nos Geossintéticos, exceto quando justificado pelo instalador, e com cuidados previstos em projeto.

Os controles do sistema de impermeabilização devem ser realizados conforme o progresso da obra.

São necessárias paradas programadas nas seguintes etapas:

  • A visita antes da preparação e do início do trabalho;
  • Pedidos de aprovação das modulações;
  • Recebimento dos Geossintéticos no local aguardando o resultado da análise in situ;
  • A aprovação da superfície de apoio pelo instalador;
  • A aprovação da membrana antes dos resultados dos ensaios do controle externo;
  • A aprovação das obras de impermeabilização.

9.1 PLANOS DE ASSEGURAMENTO DA QUALIDADE

O instalador deve escrever um plano de garantia de qualidade que deve ser revisto com base nos comentários da empresa de controle externo. Este plano irá conter, pelo menos, as seguintes informações:

               Descrição do trabalho

  • Estruturas do Dispositivo de Impermeabilização por Geossintéticos, Dispositivo de Drenagem por Geossintéticos, pontos de interferências;
  • Identificação dos produtos;
  • Área planejada;
  • Calendário previsto.

             Identificação das partes interessadas no trabalho

  • Entidade adjudicante;
  • Contratante;
  • Projetista;
  • Empresa instaladora e responsável pelo controle interno;
  • Empresa de controle externo;
  • Fabricantes e/ou distribuidores de materiais;

            Meios utilizados pelo instalador

  • Pessoal (qualificação);
  • Material utilizado e sua identificação (manutenção, soldagens, controles);
  • Material (relatório técnico).

         Organização do controle interno do instalador

  • Controle interno;
  • Definir as tarefas.

Procedimentos de controle da fabricação para os fabricantes de geossintéticos

  • Plano de garantia de qualidade para a fabricação;
  • Rastreabilidade dos Geossintéticos;
  • Termos e tipos de controles durante a fabricação;
  • Procedimentos para verificação se os geossintéticos cumprem os requisitos da especificação.

Procedimento de recepção dos Geossintéticos

  • Recepção;
  • Armazenamento;
  • Manutenção.

 Procedimento de instalação dos Geossintéticos

  • Recepção da superfície de apoio;
  • DIG, DDG (condições de instalação, método de instalação, emendas.);
  • Detalhes de especificações de projeto (ancoragem);
  • Conexões com as interferências;
  • Plano de modulação.

 Procedimento de controle da instalação

  • Plano “As built”
  • Ajuste do conjunto de equipamentos e métodos

 de ensaios não destrutivos e destrutivos

Procedimento para tratar não conformidades

  • Identificação e tratamento das não-conformidades

 Procedimentos de recepção da obra

  • Redação do relatório de instalação
  • Procedimento de recepção da obra
  • Críticos
  • Paradas programadas

9.2 CONTROLES DA ORGANIZAÇÃO DA OBRA

O instalador deve garantir, através do acompanhamento dos planos e notas de instalação, as sucessivas fases de trabalho, de forma consistente.

Os seguintes pontos devem ser observados:

  • Instruções do representante da obra sobre a circulação de veículos e equipamentos de construção;
  • Existência de orientações feitas para recepção de Geossintéticos;
  • Existência de uma especificação de instalação e de um plano de modulação para os Geossintéticos;
  • Existência de um cronograma das fases de trabalho;
  • Qualificação de pessoal responsável pela aplicação do dispositivo de impermeabilização

9.3 CONTROLES DE FABRICAÇÃO

Os controles de fabricação se relacionam com as características intrínsecas das Geomembranas.

Cada rolo entregue de Geomembrana deve ser identificado por uma etiqueta que contém as informações (nome do fornecedor, tipo de produto, número de rolo, número de lote de produção, dimensões).

Rolos de Geossintéticos devem ser entregues acompanhados de um certificado de controle de qualidade de fabricação, que indica que as características mínimas do produto estão de acordo com aquelas definidas pelas as especificações da obra.

9.4 CONTROLES DE RECEPÇÃO DOS PRODUTOS

 Recepção dos produtos na obra

O responsável de qualidade deve realizar um controle visual dos produtos durante a recepção na obra.

Este procedimento inclui:

  1. Verificação das etiquetas dos rolos,
  2. Estabelecimento de uma lista dos rolos recebidos,
  • Data
  • Método de embalagem e armazenamento;
  • Estado aparente dos rolos;
  • Identificação do produto do fabricante;
  • Natureza do produto;
  • Dimensões (comprimento, largura e espessura);
  • Número dos lotes de fabricação e dos rolos;
  • Amostragem de conformidade; (identificação, marcação, corte e envio)
  • Nome da pessoa responsável do controle.
  1. Comparação desta lista com a lista de expedição do fabricante (romaneio).

Estas informações, a etiqueta, lista de recepção e lista de expedição do fabricante (romaneio) devem ser claramente identificados e arquivados.

Assim que os controles visuais forem efetuados, os relatórios de controle de qualidade de fabricação são verificados para a conformidade com respeito para as especificações da obra.

Os relatórios de controle e as etiquetas dos produtos são conservados e anexados ao relatório definitivo realizado pelo instalador : relatorio as built.

Todos os produtos serão verificados antes da instalação.

A amostragem deve ser realizada de acordo com as orientaçoes brasileira vigente ou as orientações de laboratório credenciado.

9.5 DESCARGAS, ARMAZENAMENTO E MANUTENÇÃO

O instalador deve verificar se as condições de descarga, armazenamento e manutenção dos Geossintéticos estão de acordo com as recomendações acima.

9.6 RECEPÇÕES DA SUPERFÍCIE DE APOIO

  • O instalador deve verificar a adequação da superfície de apoio para a instalação das Geomembranas.
  • Controles para confirmar a:
  • Ausência de superfícies irregulares,
  • Ausência de área de retenções de água,
  • Ausência de elemento susceptível de danificar os geossintéticos,
  • Respeito da geometria do projeto,
  • Trincheira de ancoragem.
  • Esta recepção será finalizada com a assinatura de um termo de recebimento.

9.7 CONTROLES DO PLANO DE MODULAÇÃO

  • O instalador deverá estabelecer e fornecer um plano de modulação de instalação de Geossintéticos.
  • Os controles deste plano deverão considerar os pontos seguintes:
  • Localização da colocação dos diferentes rolos considerando a geometria real;
  • Identificação das declives;
  • Localização dos rolos;
  • Dimensões e sentido de sobreposição, definição do tipo de junta (emenda);
  • Implantação dos pontos particulares/interferências e cortes dos rolos adjacentes;
  • Coerência do plano de modulação com o cronograma de trabalho.

9.8 CONTROLES ASSOCIADOS À INSTALAÇÃO DOS GEOSSINTÉTICOS

  • Controlador de qualidade

Antes o início da obra, o instalador designará uma pessoa responsável para efetuar o controle de qualidade da instalação da Geomembrana.

  • Fichas de controle

Todas as fichas de controles são recolhidas diariamente pelo controlador de qualidade. Estas fichas de controle estão à disposição do responsável da qualidade da obra. Todas as fichas devem ser anexadas ao relatório “as built”.

Os controles devem levar em consideração:

  • Condições climáticas,
  • Preparação das interferências
  • Condições climáticas,
  • Preparação das interferências com as estruturas,
  • Respeito das etapas da obra
  • Regulagem dos aparelhos de solda,
  • Posicionamento dos Geossintéticos conforme o plano de modulação, com:
  • Colocação do Geossintético,
  • Ausência de onda,
  • Largura mínima de sobreposição,
  • Respeito às exigências de instalação especialmente nos taludes,
  • Não danificação dos Geossintéticos por equipamentos da obra,
  • Amostragem para realização de ensaios.

 Regulagem dos aparelhos de solda

As máquinas de soldagem de geomembrana devem ser reguladas no mínimo duas vezes por dia, antes voltar o trabalho, e também depois de mudança climática importante.

 Testes de soldas

Ensaio destrutivo

Os ensaios destrutivos devem seguir as normas e as regras em vigor. Os ensaios serão realizados na temperatura representativa da obra.

Resistência de cisalhamento

Resistência a pelagem

As soldas devem ser testadas mecanicamente sobre amostras retiradas a cada 250 ml de soldas realizadas.

As folhas de testes serão arquivadas e anexadas ao relatório final (as built).

Ensaio não destrutivo das soldas

Na impermeabilização, as emendas por solda de canal duplo serão testadas por pressurização do canal central. O controle deve ser realizado em relação a espessura da geomembrana, sob uma pressão de 200 KPa. A queda da pressão não deve ser inferior a 20 kPa depois de 5min para o PEAD.

Na impermeabilização as soldas por extrusão pode ser controlada com o “spark test” ou com o método da caixa de vácuo, com a solda revestida de água com sabão. A pressão aplicada na caixa deve ser superior ou igual a 20 KPa, na ausência de bolha, com observação durante 10 s e ausência de descolamento.

Os controles não destrutivos serão realizados em 100 % das soldas.

  Pontos específicos e reparações

As interferências em pontos particulares e os reparos eventuais devem ser registrados em uma ficha de controle específico.

 Plano “as built”

Para cada produto instalado, o plano “as built” deve ter as informações seguintes:

  • Numeração dos rolos com data de instalação;
  • Posição real dos rolos;
  • Método de soldagem;
  • Posição dos reparos, pontos particulares (interferências), tipo de solda com sua localização;
  • Pontos de amostragem.

Este plano será estabelecido em função da geometria real da obra no momento da instalação das Geomembranas.

Controle geral

Este última fase de controle é mais visual.

O instalador deve verificar todas as partes da impermeabilização, para verificar se não foram danificadas depois da instalação.

Os pontos particulares (interferências) serão verificados (pontos triplos, recortes.).

O instalador terá que fazer todas as reparações, pois o controle externo passara para ele.

 Relatório “as built”

O instalador deve fornecer para a empresa de controle externo e ao cliente o relatório de “as built”.

Neste relatório deve ter no mínimo as seguintes informações:

  • A totalidade dos resultados de controle realizados sobre a totalidade dos Geossintéticos instalados: controle do fabricante;
  • Relatórios diários: fichas de controle de instalação;
  • Fichas dos testes: regulagem das máquinas, soldas da Geomembrana, testes não destrutivos das soldas, testes destrutivos das soldas;
  • Ficha de controle de recorte no ponto particular (interferência);
  • Fichas de reparos;
  • Fichas de não conformidade;
  • Plano de modulação: produto por produto.

Segundo a norma de instalação das Geomembranas ABNT NBR 16199, podem ser utilizadas como exemplos as seguintes fichas:

10.1- COLOCAÇÃO E MEDIÇÃO DE GEOMEMBRANA

10.2 ENSAIOS DESTRUTIVOS

10.3- ENSAIOS DESTRUTIVOS DE VERIFICAÇÃO DE SOLDA

10.4- ENSAIOS NÃO DESTRUTIVOS

10.5- CONTROLE DE REPAROS

10.6- RELATÓRIO DE SOLDA

TABELA DE PROPRIEDADES FÍSICAS (mínimas) EM SOLDAS

                                 Pead lisa e texturizada GM 19 – GRI

SOLDA POR CUNHA QUENTE

SOLDA POR EXTRUSÃO

 TABELA DE REGULAGEM DO EQUIPAMENTO DE SOLDA AUTOMÁTICO

TABELA DE PRESSURIZAÇÃO – QUEDA MÁXIMA

TABELA DE PRESSURIZAÇÃO – QUEDA MÍNIMA